Eu queria tua compreensão com meus receios,
meus aflitos, meus fantasmas.
Eu queria tua paciência para tentar me acalmar,
para conter as tempestades que carrego em silêncio.
Eu queria essa força que emana de dentro de ti,
uma força que resiste ao peso dos meus medos.
Eu queria poder chorar,
chorar sem medo, sem perguntas,
apenas deixar que o vazio me acolha.
Ficar ali, quieta, só.
Se estou triste, é por alguma razão —
razão que (talvez) eu não queira dividir,
apenas sentir, apenas ser.
Então, por favor, respeite.
Deixe-me no silêncio.
Eu prometo: ficarei bem.
Às vezes, eu me alimento das mágoas da vida.
Elas queimam por dentro, mas também iluminam,
como brasas que um dia se apagarão,
deixando espaço para algo novo nascer.

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